Distância? Falta de se preocupar? De pensar no outro?
Sexta-feira, Outubro 23, 2009
Engraçado como são os laços.
Como eles são criados? E talvez o que mais me incomode no momento é, quando eles são cortados e por quê?
Tá, estou divagando. Vou tentar me fazer entender, porque de verdade, eu gostaria de compreender.
Quando você inicia uma relação, seja ela de amizade, amor, fraternal, que seja, se for um relacionamento avaliado diante dos valores morais da sociedade, você inevitavelmente acaba criando laços com essas pessoas.
Você tem um amor. Você se apaixona, se relaciona, vive e o mais importante, você cuida. Acho que talvez isso seja o início do laço, quando acabas por cuidar do outro. Cuida para que não se machuque, não cometa muitos erros catastróficos, se preocupa. Se preocupa, até o dia que acaba. Acaba o tesão, acaba a paixão, acaba a cumplicidade. Mas o laço ainda está lá. Oras, você amou. Amor não se dissolve. Não pra mim pelo menos.
E depois de um tempo, esses laços se cortam. Por quê?
Distância? Falta de se preocupar? De pensar no outro?
Distância? Falta de se preocupar? De pensar no outro?
Teu filho. É teu filho até morrer. Mesmo com a distância, mesmo com as mágoas, mesmo com brigas, o amor é incondicional.
Incondicional? Sendo que ele nem é sangue do teu sangue (é, essa coisa de sangue do meu sangue é pura baboseira).
E como que acontece isso?
É psicológico? A gente coloca na cabeça que filho é pra sempre, então a gente acaba amando e se preocupando pra sempre?
E com um ser que aparece do nada na tua vida, isso acaba por qual motivo? Por quê já estamos condicionados a pensar que isso não é pra sempre?
Ou julgamos que só devemos amar por receber algo em troca?
Terça-feira, Outubro 06, 2009
Às vezes me pego pensando. Palavras sem som.
E às vezes, elas saem, causando um som terrível. Terrível, porque elas batem e rebatem, nas paredes e nos móveis, voltam a mim, e eu as escuto da forma mais cruel.
É totalmente rebatido? Ou elas se distorcem até chegarem aos meus ouvidos?
Só sei que ando tentando usar menos das palavras e mais do olhar. Mas olhar no fundo dos olhos é amendrotador - além de se enxergar, pode-se perder a razão nisso.
E às vezes, elas saem, causando um som terrível. Terrível, porque elas batem e rebatem, nas paredes e nos móveis, voltam a mim, e eu as escuto da forma mais cruel.
É totalmente rebatido? Ou elas se distorcem até chegarem aos meus ouvidos?
Só sei que ando tentando usar menos das palavras e mais do olhar. Mas olhar no fundo dos olhos é amendrotador - além de se enxergar, pode-se perder a razão nisso.
Terça-feira, Outubro 06, 2009
E vc fecha os olhos, e as luzes piscam.
São explosões de luzes, vinda de todos os lados, e elas preenchem o vazio dos teus olhos como se fossem água encharcando uma terra seca.
Junto dela, um frio na barriga te avisa que há muito mais a que se esperar.
Vc respira lentamente, mas uma ânsia te devora os sentidos.
As vozes te atrapalham, te pertubam.
Tudo o que vc deseja é o silêncio.
O silêncio abençoado, não por deus, mas por teus sentimentos desconexos.
Tudo é luz, e o cinzeiro gruda na parede.
Desejas fumaça.
Vou fumar.
Terça-feira, Setembro 29, 2009
Entrou numa sala de bate papo e começou a digitar. Seu nick era "gatinha".
- Oi, quer tc? - disse "gatinhomanhoso"
Papo vai, papo vem, ela ficou mto interessada. Moreno dos olhos verdes, corpo sarado. Além de lindo, ele era muito engraçado.
Tinha uma conversa suave, muito inteligente.
Todos os dias eles se encontravam no mesmo bate papo. Ficaram meses se namorando, promessas de amor eterno. Os dois estavam apaixonados quando decidiram se
encontrar.
Ele ia de vermelho, ela ia de vestidinho.
Ele chegou antes.
Quando ela o viu de longe, deu meia volta e foi embora.
A mentira tem perna curta... e ela estava de salto alto.
Sexta-feira, Setembro 11, 2009
"Imagine uma calça. Aquela calça que lhe cai tão bem. Ela é confortável, não te aperta, o tecido já tá molenga de tão velha. Imagine uma outra: ela é nova, te aperta bocados, pra abaixar é um desastre mas te deixa gostosa que só."E aí? É disso que eu to falando.
Quarta-feira, Agosto 05, 2009
Se abre a boca, pode ir sentando. Ela vai falar bocados. Se é útil ou se é merda, depende do julgamento do caro coitado.
E se ela não fala nada? Pior. Prefiro que vomite palavras, do que vê-la engolindo a seco.
Muito curiosa, que não percebe que a curiosidade matou o gato. Vive futricando as coisas, os lugares, as pessoas. Pessoas!
Eu vi. Ela tem esse "lance".
Que lance? Eu que sei!
E não sabe?
É confusa. É problema. Aaah, isso eu sei. Eu sinto.
Mas pq?
O pq parece oculto, mas é grudado no óbvio. Ela gosta é de criar.
Eu já vi inúmeras baforadas diante do espelho. Ela some, depois aparece. Ela disse que a umidade quente é que faz isso, e que o calor é a resposta.
Resposta do que?
Do pq!
Mas então... É bem isso.
Já sentiu o beijo dela? Já sentiu o gosto dela?
Sorte tua.
Eu só ouvi dizer.
E se ela não fala nada? Pior. Prefiro que vomite palavras, do que vê-la engolindo a seco.
Muito curiosa, que não percebe que a curiosidade matou o gato. Vive futricando as coisas, os lugares, as pessoas. Pessoas!
Eu vi. Ela tem esse "lance".
Que lance? Eu que sei!
E não sabe?
É confusa. É problema. Aaah, isso eu sei. Eu sinto.
Mas pq?
O pq parece oculto, mas é grudado no óbvio. Ela gosta é de criar.
Eu já vi inúmeras baforadas diante do espelho. Ela some, depois aparece. Ela disse que a umidade quente é que faz isso, e que o calor é a resposta.
Resposta do que?
Do pq!
Mas então... É bem isso.
Já sentiu o beijo dela? Já sentiu o gosto dela?
Sorte tua.
Eu só ouvi dizer.
Quarta-feira, Julho 22, 2009
A internet é igual à informação: vc usa e faz dela o que quiser.
Acho incrível todo esse mecanismo internetal que nos rodeia. Aparentemente, o mundo não funciona sem ela. As informações correm, as pessoas se relacionam, vc constrói tua vida, vc destrói também, vc joga, vc estuda, vc faz sexo (?), faz compras, ou seja, quase tudo.
O que incomoda um pouco, é isso mesmo. Num lugar onde se pode fazer quase tudo, que tempo te sobra pras outras coisas? Que ânimo vc tem pra sair?
Sim, há muitos, e as pessoas esquecem.
Eu sou preguiçosa, admito. Eu queria que desse pra sentir cheiro, passar a mão e sentir textura, lamber o monitor e sentir o gosto daquela foto.
Estranho? Sim, demência total.
Quarta-feira, Julho 15, 2009
Estou com uma vontade de escrever, mas não sei bem sobre o quê.
Quando se está feliz, parece que as coisas ficam mais bobas e fica difícil pensar direito.
Quando se está amargo, parece que flui.
É no sofrimento que estão as palavras?
Porque quando estou apaixonada, as palavras não me servem mais.
Sábado, Julho 11, 2009
Saudade em mim, é como falta.
Falta ar, falta palavras, falta tempo.
Volta pra mim, volta. Eu sinto falta de mim.
Percebi hoje, que eu sinto falta do meu eu.
Quarta-feira, Julho 08, 2009
Ok, não tem título.
Acordei de madrugada, com umas vontades absurdas. Ignorem.
Depois disso, me arrependi de ter levantado.
Mania estúpida que eu tenho de querer ficar vasculhando lixo e coisas que simplesmente não tem importância nenhuma... mas eu o faço, afinal, elas estão ali, bem no meio da tua cara, como ignorar? Não dá.
- Eu juro que eu tento, eu juro.
Sempre fiz isso, sempre tive essa curiosidade insaciável. Talvez eu devesse filtrar isso, talvez não. Da minha curiosidade, conheci coisas e pessoas incríveis. Da minha curiosidade, eu me fodi grandão. É o meu jeito, quem pode mudá-lo? Tem fórmula? Se tiver, aceito. Hoje eu aceito, pq essa curiosidade é agoniante.
Mas são manias, e quem disse que manias tem explicações? É bem burro.
Deveria focar essa curiosidade em assuntos mais inteligentes, em conhecimento mais aproveitável, ao invés de ficar me matando com inutilidades (públicas).
Ha-ha-ha, nem é engraçado, mas depois eu sei que me cagarei de rir. É assim mesmo que eu sou!
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Putamerda, não tem mesmo como mudar, foda-se a fórmula, eu já estou rindo de tudo e de mim. Bom né? Ao menos, a graça, eu vejo... se a sinto de verdade? Quem sabe.
- Credo Nathalia, credo! Que se passa? Uma noite mal dormida, uma semana mal vivida, é tempo que não se recupera, vai viver o que te resta!
Conhece aquele maldito baú? Não é o baú da felicidade que eu to falando. É aquele baú fedorento, que vc quer dar uma abridinha, pra ver se o cadáver já se decompos e só sobrou os ossinhos?
Só que vc abre o baú, e não tem cadáver, não tem osso. Vc sabe que não tem, pq ele nunca existiu! Mas o fedor existe, e vem da onde?
- Provavelmente, vem de você.
Essas semanas tem sido ridículas. To me sentindo como um chafé. É, aquele café que tem mais água do que pó. Mas mesmo assim, tem gente que bebe pq precisa sentir levemente aquele amargo, pra depois reclamar que tá uma merda. Se sabe que é merda, não sei pq insiste. Deve ser pela ânsia de que vai ser diferente? De que vai ser finalmente bom?
Que seja, isso não é problema meu, eu nem bebo café.
Engraçado, é que eu tenho todo o amor do mundo pra mim, e eu nem to sabendo como aceitá-lo.
- Ah, cala-te!
Quinta-feira, Julho 02, 2009
Tava vendo o blog da Chris, e resolvi fazer os testes só por brincadeira haha. Momento descontração, pq eu tava precisando :)
Que livro você é?
"Memórias póstumas de Brás Cubas", de Machado de Assis
Ok, você não é exatamente uma pessoa fácil e otimista, mas muita gente te adora. É possível, aliás, que você marque a história de sua família, de seu bairro... Quem sabe até de sua cidade? Afinal, você consegue ser inteligente e perspicaz, mas nem por isso virar as costas para a popularidade - um talento raro. Claro que esse cinismo ácido que você teima em destilar afasta alguns, e os mais jovens nem sempre conseguem entendê-lo. Mas nada que seu carisma natural e dinamismo não compensem.
"Memórias póstumas de Brás Cubas" (1881) é considerado o divisor de águas entre os movimentos Romântico e Realista. Uma das expressões da genialidade de Machado de Assis (e de sua refinada ironia), há décadas tem sido leitura obrigatória na maior parte das escolas e costuma agradar aos alunos adolescentes. Já inspirou filme e peças de teatro. É, portanto, um caso de clássico capaz de conquistar leitores variados. Proezas de Machado.
Chakra?
Raiz: sob-ativo (-6%)
Sacral: aberto (63%)
Umbigo: sob-ativo (-19%)
Coração: aberto (50%)
Garganta: aberto (44%)
Terceiro Olho: aberto (38%)
Coroa: sob-ativo (-13%)
Vou lá cantar o LAM, o VAM, o YAM, o NHAMI, o HMMM huhuhu.
Ah, depois eu faço mais. Mas adorei o Memória Póstumas, adoro esse livro. Adoro.
Terça-feira, Junho 30, 2009
Tava vendo TV ontem, nos meus momentos raros em que paro pra assistir algo, e vi uma propaganda de um salgadinho feito para meninas. Achei bem estúpida a associação deles, de que na cabeça das meninas, o que existe é "sapato, meninos, fofocas, mais sapatos, gatos..". De imediato me revoltei, pq eu não penso nisso, e foi aí que me dei conta, de que infelizmente não sou mais uma menina. Tive que encarar o fato de que sou mulher.
E o que isso quer dizer?
Responsabilidades e deveres, o tal do crescer e amadurecer.
Cada pessoa tem uma experiência de vida diferente, aquelas experiências que, de alguma forma, não importa qual, agregam em você e te dão escolhas de como agir diante de uma situação.
E quando tudo é novo e diferente, e você não tem um referencial pra isso?
Pra onde vc recorre, quando as situações são tão contrárias? E quando são similares, você faz tudo de novo ou tenta fazer diferente?
Seria como minha mãe me disse uma vez, que ela errou muito comigo e fez diferente com o meu irmão. Hoje ela até diz se arrepender de ter feito e não feito certas coisas, mas ela estava só e teve que aprender sozinha. Sinceramente, hoje eu me sinto privilegiada pelos "erros" e "acertos" dela. Faz de mim o que eu sou. Se é bom ou não, já é assunto pra outro post e de uma comitiva julgadora haha.
Ou como uma menina que só pensa em sapatos, engravida, toda uma vida muda por causa de outra.
O amadurecer não é fácil, ninguém consegue comprar e muito menos ensinar. Você dá de cara, quebra a cara, e guarda tudo, pra que na próxima vez que acontecer, você saiba o que fazer ou não fazer.
No meio do caminho, a gente consegue dar a sorte de encontrar meios mais suportáveis de encarar essa realidade, muitas vezes, você está só e isso deveria bastar.
Talvez o processo de amadurecimento comece justamente quando começamos a nos perguntar o pq das coisas e a tentar enxergar os caminhos que tomou pra chegar até alí.
Arrependimento? Eu não sei... ele sempre aparece.
Mas se faz parte do todo, talvez não devesse ter arrependimento, e sim, a vontade de fazer diferente e mudar. A vontade é muito melhor do que o arrependimento em si.
Na vida, a gente sempre está aprendendo e vendo coisas novas, e isso pode ser um conforto, e encontrar um lugar onde você possa errar sem consequência alguma é raro. Inexistente, eu diria.
O caminho do crescer é amargo, afortunados aqueles que encontraram uma mão pra ajudar, não a ser maduro, mas a se manter nesse caminho que é tão solitário.
Domingo, Junho 28, 2009
Parece que o único pensamento que se diz respeito à vida, é a morte. Pois bem, pra todo começo, existe um fim, só varia a forma desse final.
Eu sempre tive muito medo da morte, por desconhecê-la. Nada mais natural do que vc temer algo que não conhece, mas surpreendentemente (ou não), é o que vc mais corre atrás.
Eu até invejo essas pessoas do qual o cunho religioso não me agrada nem um pouco, e cada um se segura naquilo que te faz bem, a conhecida muleta. Se segura aonde dá.
Eu me sinto muito bem em dizer que não acredito em nada. Não sou atéia, apesar de às vezes parecer, não sou do tipo true satanic hahaha porque é igualzinho ao cristão - só que invertido - não sou agnóstica, não sou nada. Eu me resumo na minha essência, e quando eu morrer, eu descubro o que rola. De verdade? Eu já to aqui, não tenho pra onde fugir, de que adianta não é mesmo?
Comentar sobre a morte do menino que era preto e virou branco, no meu momento, seria apontar um teco de toda uma história, e eu não estou nem um pouco a vontade de falar sobre isso. O fim me incomoda.
Eu só consigo imaginar, nas pessoas que realmente amam e perdem um alguém. Sem falsos seguidores, sem mídia, sem nada.
Eu já perdi, eu sei como é.
E apesar de ser natural, pq a morte incomoda tanto? Pq?
Sábado, Junho 13, 2009
Francesca teve o poder de me seduzir.
À primeira vista, senti medo. Um medo que eu nunca tinha sentido. Medo de olhar?
Eu olhei. Olhei de verdade. Com os olhos de quem sente sede e vê um copo cheio de água fresca. Seu modo de me arrancar os olhos, consiste nesse quase. A imagem mantém-se em mim tão somente por ser esse fora indescritível, pelos lances que vi, mas não consegui apreender, como um vulto.
Um vulto, que quase sempre é o todo. O todo, que é quase sempre um nada.
E é nesse nada que eu me encontro.
Sua substância acontece, fora de si, no espaço que há entre a força que o move e o mundo que o acolhe. Sua imagem não é a revelação de uma realidade, mas de uma sombra, de algo que é inteiramente vivo.
Vivo!
É tudo tão vivo, mesmo que pareça morto.
Eu vejo o pulsar.
Uma pulsação de intensidades dentro de acontecimentos. Ao meio de linhas, de peles, de dobras e desdobras.
Apaixonei-me. Completei-me.

Francesca seduziu sem deixar pistas.
Quarta-feira, Junho 03, 2009
Eu sempre tive uma relação meio estranha com música. A maioria das pessoas gosta de associar músicas a sentimentos, sejam tristes ou felizes. Sim, é como basicamente quase tudo funciona, a gente trabalha por meio de associações. Se não existe uma base de comparação, qual a tua referência pra tal coisa?
Na maioria das vezes, eu nunca associo uma música com algum momento triste, ou alguma situação. Acho que existem 3 músicas na minha vida, que eu vou escutar e pensar em algo realmente triste. Mas fora isso, eu consigo ouvir Anathema de boa e não sentir nenhum tipo de tristeza.
Claro que eu gosto muito de associar letras com pessoas. Mesmo que a letra seja brega, ou que a melodia seja terrível. Sinceramente, quando eu to bem do brega (e sem noção musical nenhuma), eu ouço um pagode no carro do lado passando ao meu, e já penso um milhão de coisas (boas).
O que importa mesmo é você se sentir bem com música. Extravasar qualquer tipo de sensação.
Boa parte da minha "vida musical" deu-se mais pela parte técnica do que qualquer outra coisa. E ultimamente tenho procurado ouvir da forma que a maioria das pessoas ouvem música. A catástrofe é que eu fico procurando e nunca acho nada.
Por sorte, mês passado olhei pra um baú maravilhoso: Chris Isaak. Putamerda! Sabe quando vc escuta examente o que tava precisando? É isso.
Foda esse tipo de coisa, o cara existe faz tempos e a gente... eu, sempre procurei por coisas modernas. Mas o que é moderno? Chris Isaak soa moderno pra caramba. Incluindo as fotos dele, não importa quanto tempo passe, o cara sempre tem a mesma cara.
Gostoso se você parar pra reparar, é que as músicas que vc ouve quer dizer muito do teu momento. Pra mim, Chris Isaak soa ingênuo e incrivelmente sensual. Essa mistura costuma dar certo não é mesmo, aquele ar ingênuo misturado com uma voz de veludo te faz querer coisas igualmente ambíguas.
Talvez a gente procure por simplicidade, ou por complexidade musical... quem sabe.
E quem lá quer saber?
Domingo, Maio 31, 2009
Vivemos de comunicação. Não importa de que maneira vc deseja se comunicar; pela internet, pelo telefone, por sinal de fumaça, pintura, olhar. O que importa, é que de uma maneira ou outra, estamos sempre tentando nos fazer entender.
E é tão importante e necessário sempre ter que dizer algo?
Pois é. Semana passada acabei perdendo meu celular. Até então, eu não pensava nele como um objeto de comunicação necessário. Sempre achei, que nos dias de hoje, a internet fosse o meu meio de comunicação mais utilizado. Doce engano.
Quando eu coloco o pé pra fora de casa, acabou meu contato com as pessoas. Sou eu e mais eu. Depois de uma semana assim, meio perdida nas idéias, eu gostei do resultado final. Eu não morri. :)
Pois é. Me fez abrir os olhos e a cabeça pras outras coisas. Fui obrigada a conviver com somente os meus pensamentos, sem saber dos outros, conviver com isso, e bastar. Comecei a andar com papel e caneta pra fazer minhas anotações, e um livro.
Já tá sendo o suficiente.
Segunda-feira, Maio 11, 2009
Os ponteiros do relógio que nunca param de girar. Eu olho pra ele, ele olha pra mim. Eu vejo a risada irônica que ele joga. É um jogador.
Tá sempre me enrolando... e como que eu fico? Enrolada! Claro.
Claro...
Num dia de 24 horas, às vezes me falta minutos. Minutos, quando se quer falar um algo mais, pra quando se quer mais um abraço, mais um beijo. Mais um pouco.
Minutos que sobram, quando a gente quer mesmo é ir embora e não tem como, quando não quer mais escutar e nem ver. Menos. Menos.
Hoje nem sei o que eu quero. Tempo de mais, tempo de menos.
Só sei que hoje estou aqui. Amanhã.... quem sabe.
(eu não gosto de Pink Floyd! Eu não gosto!!!! Mas essa letra é foda.)
Ticking away the moments that make up a dull day
You fritter and waste the hours in an off hand way
Kicking around on a piece of ground in your home town
Waiting for someone or something to show you the way
Tired of lying in the sunshine staying home to watch the rain
You are young and life is long and there is time to kill today
And then one day you find ten years have got behind you
No one told you when to run, you missed the starting gun
And you run and you run to catch up with the sun, but its sinking
And racing around to come up behind you again
The sun is the same in the relative way, but youre older
Shorter of breath and one day closer to death
Every year is getting shorter, never seem to find the time
Plans that either come to naught or half a page of scribbled lines
Hanging on in quiet desperation is the english way
The time is gone, the song is over, thought Id something more to say
Home, home again
I like to be here when I can
And when I come home cold and tired
Its good to warm my bones beside the fire
Far away across the field
The tolling of the iron bell
Calls the faithful to their knees
To hear the softly spoken magic spells.
You fritter and waste the hours in an off hand way
Kicking around on a piece of ground in your home town
Waiting for someone or something to show you the way
Tired of lying in the sunshine staying home to watch the rain
You are young and life is long and there is time to kill today
And then one day you find ten years have got behind you
No one told you when to run, you missed the starting gun
And you run and you run to catch up with the sun, but its sinking
And racing around to come up behind you again
The sun is the same in the relative way, but youre older
Shorter of breath and one day closer to death
Every year is getting shorter, never seem to find the time
Plans that either come to naught or half a page of scribbled lines
Hanging on in quiet desperation is the english way
The time is gone, the song is over, thought Id something more to say
Home, home again
I like to be here when I can
And when I come home cold and tired
Its good to warm my bones beside the fire
Far away across the field
The tolling of the iron bell
Calls the faithful to their knees
To hear the softly spoken magic spells.
Segunda-feira, Maio 04, 2009
Ontem no carro, a Mari deitou no meu colo no banco de trás e ficou a olhar:
- O que vc tá olhando Mari?
- To tentando reconhecer onde nós estamos.
- Nós estamos numa rua que sempre passamos, mas vc não vai reconhecer pq está deitada.
Pois então, fiquei falando disso no carro e todo mundo ficou olhando pra mim como se eu tivesse usado droguinhas.
Pq não conseguimos reconhecer uma rua se deitarmos no banco do carro? É só uma posição, de sentado pra deitado. Mas pq?
Nós estamos tão condicionados a enxergar as coisas de uma forma, que quando mudamos, nem reconhecemos o que está à nossa volta. E não importa o que seja, se é uma rua, uma pessoa, uma idéia ou um ideal. Tudo depende da nossa perspectiva.
Nas aulas de desenho nós aprendemos perspectiva, e conseguimos representar em campos bidimensionais aquilo que é tridimensional.
E quando se está no tridimensional e tudo o que vc consegue enxergar é bidimensional?
Nós escolhemos uma referência e nos baseamos nela como referência.
Mas não passa de uma ilusão, assim como a geometria descritiva.
Terça-feira, Abril 28, 2009
[ nath ] diz (02:04):
mudança é ótimo!
[ nath ] diz (02:04):
eu gosto de mudança meu
[ nath ] diz (02:04):
apesar de ter medo de dar o primeiro passo
[ nath ] diz (02:04):
mas qndo a gente dá, aaaah é tao gostoso
Ah, ó a brecha Nathalia, po.
Segunda-feira, Abril 27, 2009
Ela sempre teve medo da distância. Sempre que pode, a evitou.
Evitava deixar teu maço de cigarro longe das mãos, evitava deixar o celular em um lugar inalcançável.
Mas a distância dos objetos era fácil de ser controlada. E as pessoas?
A distância começa quando a saudade engrandece. Pensava ouvir passos, pensava ouvir vozes sussurrando. Tudo na cabeça dela. A distância enlouquece.
Pensar que ela, coitada!, a evitava desesperadamente, acabou por dormir abraçada num vazio que não se explica. Na distância do toque.
De sentir e se enrolar, se perder nos teus cabelos, no gosto dos teus lábios. Ela já nem lembrava mais. Já não tinha mais o que dizer. Na distância das palavras.
Palavras que se esvaem, flutuam e submergem. Ela era solidão.
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